“Se eu estivesse no seu lugar iria pra rua”
Essa foi a frase que me motivou fazer esse post. Está tudo
invertido, minha gente. Não é porque sou voluntária na Copa das Confederações
que sou “menos brasileira” que as pessoas que estão indo às ruas.
Eu acho que
nós precisamos mesmo buscar os nossos direitos: saúde e educação são
prerrogativas básicas para o crescimento do nosso país. Estão hostilizando a
nós voluntários e afirmam que “nós estamos trabalhando em prol dos gastos do
governo”.
Pois bem, vou colocar tudo aqui no singular porque essa é a MINHA
opinião. O que me representa não são gastos estrondosos, a corrupção, a falta
de estrutura nos hospitais, a educação falha. Estou aqui pela minha paixão pelo
futebol, para o meu crescimento pessoal. E, como estamos em um país livre, cada
um pode fazer aquilo que bem entender de sua vida. Estou sofrendo violação do
meu direito de ir e vir, agora quer dizer que não posso me manifestar, que não
posso me expressar?
Acredito que não é bem por aí. Acredito que o bom senso
deve imperar e que as pessoas devem tomar atitudes proporcionais e razoáveis.
Repito: o meu amor é pelo esporte, pelo futebol, pela história do nosso
esporte, pelo Brasil e não pelas atitudes do governo.
Alguns acreditam que ir para as ruas pacificamente é a
solução, outros acreditam que fazendo o seu trabalho com honestidade também é
uma forma de protesto contra a corrupção.
As mobilizações pacíficas que têm
acontecido são válidas, o que não é válido é voltar-se contra pessoas, estou
falando especificamente contra nós VOLUNTÁRIOS, que no meu caso, repito,
repito, repito: está aqui pelo amor ao esporte e por isso não se torna menos
brasileiro, ou agora existe um índice de brasilidade? Convenhamos.
Vale o desabafo.
Reflitam.




















